V – AUTO-OBSESSÃO

Publicado: 16/02/2012 em Estudo 3 - UMBANDA - O Mundo que nos cerca

Segundo Allan Kardec, no livro “A gênese”, denomina obsessão como a ação persistente que um espírito mau exerce sobre um individuo. A obsessão apresenta caracteristicas muito diferentes, que vão desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.

Podemos observar que existem três fatores geradores dos problemas obsessivos:

1) Fator Interno (Psicológico) – que é criado pelo próprio paciente. É o resultado de experiências traumáticas oriundas da vida atual ou de vidas passadas;

2) Fator Externo (Influenciação espiritual) – Criado por espíritos desencarnados obsessores, desafetos desta ou de vidas passadas, que provocam inúmeros problemas na vida do paciente com intuito de prejudicá-lo, motivados pelo ódio e vingança;

3) Fator Misto: Interno + Externo – Que é provocado pelo próprio paciente e agravado por uma influenciação espiritual obsessora.

Estudiosos afirmam que 95% dos casos de obsessão os obsediados são assediados por espíritos obsessores, inimigos ocultos de seu passado, e que apenas 5% não apresentam nenhuma influência espiritual externa como causa de seus problemas. Portanto, neste caso, a causa é puramente de ordem psicológica. Sendo o homem, na maioria das vezes, obsessor de si mesmo.

Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do “Espírito” do próprio individuo, pois são doentes de alma. Tão grave quanto a obsessão provocada por influências espirituais externas é a causada por fatores internos, também conhecida como “Auto-obsessão”.

A grande maioria dos encarnados, e até mesmo desencarnados, que sofrem de auto-obsessão preferem jogar toda a culpa de seus problemas e aflições aos Espíritos, não assumindo a responsabilidade que são eles próprios a causa de seus problemas. A auto-obsessão é um distúrbio psíquico desencadeado pela “mente doentia do próprio enfermo” que gera um estado permanente de desequilíbrio emocional, tal como: constante impaciência, irritação freqüente, mágoa prolongada, inveja, ciúme patológico, egocentrismo acentuado, medos excessivos, aberrações sexuais, comportamentos obsessivo-compulsivo, e outros comportamentos desajustados.

Entretanto, é importante salientar que a auto-obsessão pode abrir uma brecha para que espíritos obsessores inimigos se aproveitem dessas imperfeições para então obsediá-lo, gerando por exemplo, a síndrome do pânico e outros transtornos psíquicos, como a depressão, doenças orgânicas e diversos comportamentos patológicos. Tais pacientes percorrem os consultórios médicos em busca de um diagnóstico, que nem sempre é identificado corretamente pelos médicos, pelo fato da auto-obsessão ser uma doença da alma, portanto, mais difícil de ser detectada.

Nas doenças da alma, as terapias medicamentosas não são eficazes, pois são resultados da própria imaturidade psicológica e espiritual do enfermo, que cultiva com freqüência a inveja, ciúme, inferioridade, egoísmo, orgulho, ira, medos, insegurança, desconfiança, etc. São pessoas muito voltadas para si mesmas, hipocondríacos, os sofredores por antecipação que dramatizam os fatos do cotidiano, cultivando sentimentos de autopiedade; são vitimas de si próprios, atormentados por si mesmos. Na qualidade de enfermos da alma, facilmente se descontrolam, com explosões de ira no trabalho, em casa ou no trânsito. Na auto-obsessão, somos prisioneiros dos nossos pensamentos negativistas e pessimistas, que nos sufocam e nos aprisionam.

Como podemos observar, na auto-obsessão temos o próprio indivíduo como manifestador de sua desarmonia. As causas são variadas e entendê-las uma a uma permite saber como identificar sua origem e o melhor tratamento a ser realizado. Vejamos então as formas mais conhecidas de auto-obsessão:

1) SÍNDROME DA RESSONÂNCIA VIBRATÓRIA COM O PASSADO – Se Caracteriza por lembranças sugestivas de uma outra encarnação, seguramente fluem de um arquivo de memória que não o existente no cérebro material, e com isso dão evidência da existência de arquivos perenes, situados em campos multi-dimensionais da complexidade humana, portanto, estruturas que preexistem ao berço e sobrevivem ao túmulo.

A pessoa encarnada não se recorda de vidas passadas porque o cérebro físico não viveu aquelas situações, e logicamente, delas não tem registro. Nosso cérebro está apto a tratar de fenômenos que fazem parte da existência atual, e não de outras. Já o espírito eterno que nos habita, guarda todas as cenas vividas nas encarnações anteriores, sensações, emoções e pensamentos, com todo seu colorido.

Ressonância vibratória com o passado, são vislumbres fugazes deses fatos vivenciados em uma outra equação de tempo que, em certas circunstâncias, emergem na encarnação atual, do psiquismo através de “flashes ideoplásticos” de situações vividas em encarnações anteriores. Se a ressonância é de caráter positivo, expressando a recordação de um evento agradável, não desperta maiores atenções, confundindo-se com experiências prazerosas do cotidiano. Porém, no caso de uma ressonância negativa, ocorrem lembranças de certas atitudes infelizes do homem terreno, a exemplo, de suicídios, crimes, desilusões amorosas e prejuízos infligidos aos outros, podem gerar conflitos espirituais duradouros.

São contingências marcantes, responsáveis por profundas cicatrizes psicológicas que permanecem indelevelmente gravadas na memória espiritual, que nas reencarnações seguintes, essas reminiscências podem emergir espontaneamente sob a forma desses "flashes ideoplásticos" e o sujeito passa a manifestar queixas de mal-estar generalizado com sensações de angústia, desespero ou remorso sem causas aparentes, alicerçando um grupo de manifestações neuróticas, bem caracterizadas do ponto de vista médico e espírital.

Uma determinada situação da vida presente, uma pessoa, um olhar, uma jóia, uma paisagem, uma casa, um móvel, um detalhe qualquer pode ser o detonador que traz a sintonia vibratória. Quando a situação de passado foi angustiosa, este passado sobrepõe-se ao presente. A angústia, ocorrendo inúmeras vezes, cria um estado de neurose que com o tempo degenera em psicopatia. Estados vibracionais como estes podem atrair parasitas espirituais que agravam o quadro.

2) CORRENTES MENTAIS PARASITAS AUTO-INDUZIDAS – Certos indivíduos mais sensíveis ou impressionáveis manifestam um verdadeiro temor às aflições corriqueiras da vida. A causa de tudo é o medo patológico que alimentam, e com o passar dos tempos, esse medo indefinido e generalizado, converte-se numa verdadeira expressão de pavor, desestruturando por completo o psiquismo da criatura e alimentando, conseqüentemente, os mais variados distúrbios neurológicos, nos quais as fobias, angústias e pânicos terminam por emoldurarem as conhecidas síndromes psicopatológicas persistentes e de difícil resposta aos procedimentos terapêuticos.

Esse grupo de auto-obsediados faz da preocupação exagerada e do medo patológico a sua rotina de vida. E em meio à desgastante angústia experimentada, alimenta, de uma forma desequilibrada, receio de doenças imaginárias, o receio infundado com o bem-estar dos filhos ou a idéia de que, a qualquer momento, perderão os seus bens materiais, formam assim o imenso contingente de neuróticos crônicos, infelizes e sofredores por antecipação.

Após ser bem identificada e bem avaliada tal eventualidade pela equipe meduínica, a mesma deve motivar o próprio encarnado a uma análise judiciosa de seu comportamento inadequado diante das solicitações da vida. É bem verdade que a sujeição a uma terapia espiritual globalizada, terapia que inclua desde os mais eficientes procedimentos desobsessivos até o emprego dos métodos sugestivos da psicopedagogia evangélica, serve para aliviar, e muito, a sintomatologia desgastante de qualquer patologia anímica, e ao mesmo tempo, estimular o indivíduo na busca incessante do reequilíbrio necessário ao seu bem-estar físico e espiritual, pois o esforço individual na busca da tão sonhada vivência evangélica aos poucos substituirá os comportamentos inadequados e as atitudes infelizes por novos padrões mais salutares e otimistas.

3) RECORDAÇÃO TORMENTOSA, FRAGMENTÁRIA, DE ENCARNAÇÃO ANTERIOR – Nessa síndrome, não há imagens, nem vislumbre de cenas vividas em existências anteriores. O encarnado tem súbito mal-estar, angústias ou estados depressivos que repetem os sofridos em outra(s) vida(s), sofrimento este que parece conseqüência de algo indefinível, fosco, apenas um vislumbre de sensação, que são fragmentos de cenas, tudo esparso e desconexo, mas que se sabe fazer parte de um conjunto, que se sente e é desagradável. Quando não devidamente tratado, pode-se agravar o quadro, por correntes mentais parasitas autoinduzidas, entre outros.

4) ESTIGMAS KÁRMICOS FÍSICOS FORMANDO NÚCLEOS OBSESSIVOS – Existem pessoas que nascem marcadas por sinais, cicatrizes e outras deformações limitando atividades psicomotoras, tornando-as feias em sua aparência física, principalmente nas mulheres, onde a vaidade é mais acentuada. Criaturas assim sofrem horrores por estes processos estigmáticos, em que sempre causam as deformidades e, que nem sempre se encontra a causa, ou explicação lógica do fato ocorrido. Estas anomalias geram núcleos, mais ou menos profundos, de estados angustiosos que evoluem para a neurose e recalques.

Essas deformações costumam aparecer, por exemplo, em suicidas de encarnações anteriores. Como a autodestruição lesou-lhes profundamente os corpos inferiores, somático, etérico, astral e mental, permanecem eles, mesmo depois da morte, com lesões que ressurgem em outra vida, sinal indelével do erro cometido.

Ilustração: Caso acontecido em 1979, numa Casa Espiritualista, em Porto Alegre, onde atenderam uma criança de seis anos portadora de cardiopatia congênita, mistura de sangue venoso com arterial e descompensação funcional. Sendo uma criança, subdesenvolvida, enfermiça, fraca, sempre achacada por resfriados, tinha uma vida de relação muito limitada e era presa de angústia e pesadelos noturnos. Antes de submeter à cirurgia cardíaca (física) e em preparação a ela, buscaram a cura espiritual. Estudando o passado do menino, descobrimos que a causa da cardiopatia era um punhal cravado profundamente no peito dele, na área cardíaca.

Em encarnação pretérita, ele assassinara um amigo numa mansão, onde os dois cortejavam a mesma moça. Desesperado por se ver preterido em favor do rival resolveu eliminá-lo traiçoeiramente. Assim, quando ambos visitavam a moça, convidados para um jantar, aproveitou-se de um momento em que ficaram a sós e, a pretexto de mostrar um belo cavalo, convidou o rival para acompanhá-lo às cavalariças. Enquanto descia a escada um tanto escuro, em dependência térrea pouco freqüentada, voltou-se subitamente e desferiu certeira punhalada no coração do outro, matando-o. Saltou sobre o corpo e foi para o pátio, onde encontrou outras pessoas com as quais se misturou, conversando e agindo como se nada tivesse acontecido.

O crime não foi descoberto, embora o criminoso tivesse ficado sob alguma suspeição. Como ambos os moços pertenciam à alta nobreza, foi fácil, para as autoridades, atribuir o crime a algum ladrão que se viu surpreendido pela vítima, antes que tivesse tempo de roubar.

O tempo passou, mas o criminoso jamais se esqueceu do punhal cravado no peito do amigo e aquele olhar surpreso, no momento em que morria. Como o pensamento tem força criadora, no astral, formou-se na mente do culpado, por fenômeno criativo ideoplástico, uma forma pensamento em que o punhal resplandecia perenemente, manchado de sangue. O punhal tornou-se uma presença real em todos os momentos do espírito do criminoso.

O tempo fez com que a arma passasse a integrar o corpo astral do assassino. Ao desencarnar, o punhal foi com ele. Só que, agora, cravado em seu próprio peito, lei do retorno dos atos praticados: bem gera o bem; mal, o mal.

A energia anômala do punhal, profundamente dissociativa em relação ao delicado equilíbrio biológico das células que iriam construir o órgão cardíaco (durante o processo de formação embrionária), acabou por perturbar acentuadamente o dinamismo da formação dos tecidos, provocando anomalia congênita.

A etiologia da patologia cardíaca era, portanto, nitidamente de ordem espiritual. Fugia, por completo, aos meios normais de investigação e tratamento científicos. A causa estava, em última análise, na ação da lei de harmonia cósmica: obedecendo-a, o criminoso providenciou sua própria punição; nasceu enfermo, na justa medida do mal que desencadeara.

Por misericórdia divina, todavia, a cardiopatia era passível de correção através de ato cirúrgico. Com esse sofrimento, o aluno cósmico ficou sabendo, talvez para sempre, que nunca se devem ferir nossos irmãos, sob nenhum pretexto.

Na Casa do Jardim, foram necessários três atendimentos, em intervalos de sete dias. Com a retirada do punhal fatídico, o menino sofreu a cirurgia programada, com êxito relativo. A vítima do passado foi tratada. Em processos de obsessão simples, o moço apunhalado não abandonava o menino: fora encaminhado à estância de recuperação no astral.

Em março de 1987, houve notícias do estado do paciente. A cicatrização da cirurgia só se completou em quatro meses. Durante cerca de cinco anos, até a data de 1984, portanto permaneceu enfermiço, entrando depois em fase de recuperação. Goza, atualmente, de perfeita saúde.

5) ESTIGMAS KÁRMICOS PSÍQUICOS FORMANDO NÚCLEOS OBSESSIVOS – Estigmas psíquicos são idênticos aos estigmas físicos, a diferença entre um e outro é que no primeiro caso eles são raros, já no segundo, eles se encontram em toda a parte. Uma boa parte de encarnados são portadores destes campos obsessivos, tanto em grau como em intensidade.

Temos os hábitos viciosos, as idéias fixas com opiniões sistemáticas e radicais, os ódios injustificáveis contra o próximo, raças ou instituições, entre outros, que contribuem para aumento do número dos desajustados psíquicos. A melhor forma ou maneira de extirpar esses estigmas é o de orientação, além do tratamento espeiritual, da reforma íntima e da cuidadosa higiene mental.

A pessoa em tratamento deve exercer ativo policiamento de seus atos, aliás, em todos os tipos de tratamentos, modificando o seu modo de ser, pois sem estas qualificações todas as investidas de cura serão ineficazes, por não haver mudança em seu modo de viver, porque quem faz os milagres, na realidade, são os próprios pacientes e como não têm a realidade da vivência em torno de si mesmas, tendo lembrança do seu passado, agindo como se lá estivesse, necessário se faz mostrar o despertar de sua consciência mais profunda, onde estão arquivados os processos dos estigmas, que o indivíduo traz de seu passado, onde foi um rei, rainha, potentado, militar prepotente, etc, trazendo assim em sua bagagem uma mentalidade distorcida, exigindo do próximo a anuência à sua opinião, sem falar da obediência.

Existem também personalidades intelectuais com tendências messiânicas pretendendo liderar as massas com fórmulas inviáveis para o momento histórico, estes foram antigos tribunos e políticos, que ainda mantém o desejo de destaque, achando que têm o direito e dever de orientá-los. O número destes elementos é tão grande, que seria impossível abordá-los em detalhes, mas sabemos que estes exercem influência sobre os demais, e que são manobrados pelas trevas, com quem, por sua invigilância que se caracteriza, costumam vincular nas simbioses obsessivas dos mais variados graus de profundidade.

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comentários
  1. Roberto martins tosta disse:

    JESUS O CRISTO REDIVIVO NOS DEU A SUBLIME LIÇÃO PARA TODOS OS TEMPOS DA HUMANIDADE. AMAR-PERDOAR-SERVIR- E INSTRUR-SE. EIS O MODELO CONTRA TODOS OS MALES.

    • Roberto martins tosta disse:

      Achei o ensinamento muito instrutivo é real, no qual temos que deixar na memória da alma para que a melancolia e fraquezas diversas não atrapalhe nossa evolução e a condição da caridade aos nossos irmãos. Devemos evoluir sim e sempre’ mas não devemos esquecer jamais da ignorância de guardar o que aprendemos somente para a soberbia da alma, mas da simplicidade de podermos levar conosco ao mundo de regeneração moral o quando pudermos, pois jesus o Cristo nos deu o exemplo do pão ROMÃO E COMEU TODOS VÓS, EM SEGUIDA DISSE TOMAI E BEBEI TODOS VÓS, ESTE É O CÁLICE DA NOVA ETERNA ALIANÇA. Aliança do conhecimento, do amor, da paz, da comunhão de todos.

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