9 – AS OFERENDAS NA UMBANDA

Publicado: 27/02/2009 em Estudo 1 - UMBANDA - Conceitos Básicos

 

Desde a mais longínqua antigüidade o ser humano sempre tentou alcançar as benesses de seres superiores, seus deuses, através de presentes que julgavam ser do agrado destes.

Sem entrar muito profundamente na história de cada religião, podemos ver alusões a oferendas, inclusive com matança de animais até mesmo no chamado Antigo Testamento, tendo sido inclusive o fato de Jeová não ter aceito a oferenda de Caim tão bem quanto aceitou a de Abel o que desencadeou no ciúme, inveja e posterior assassinato de um pelo outro.

É certo também que com o passar dos tempos, muitos hábitos antes tidos como fundamentais, foram se modificando em todas as Religiões e Seitas, baseados na pressuposição de que não teriam real fundamento porque o Deus que procuravam não poderia mais ser ligado a presentes materiais como os que então eram oferecidos.

Aprendemos que se entidades que não chegam a serem deuses, por não terem alcançado um nível evolutivo maior, já não se prendem às coisas materiais, que dirá um Deus ou mesmo um "Orixá", seja ele quem for. Por que então as oferendas na Umbanda? Por acaso não seria para alcançar as benesses dos Orixás e do próprio DEUS? Sabendo que os Orixás são irradiações puras do criador e não necessitam dessas oferendas, então quem realmente as recebe? Quem as recebe são entidades conhecidas como Elementais da Natureza, também conhecidos por Espíritos da Natureza.

Os Elementais podem ser compreendidos, sob uma definição laica, como seres, criaturas físicas ou espirituais, que habitam os quatro reinos da natureza (água, fogo, terra e ar) e podem exercer influência sobre os seres vivos. Elementais também é o nome dado em algumas religiões a todo e qualquer espírito existente na natureza segundo a crença no “Animismo”1. Também são conhecidos como personagens fictícios, que representam a natureza e que seriam capazes de controlar seus elementos e os representar. São eles:

 

·           Silfos – os elementais do ar;

·           Salamandra – os elementais do fogo;

·           Ondinas – os elementais da água;

·           Gnomos – os elementais da terra.

 

O trato com Elementais pode ser perigosíssimo para os que não sabem se precaver, e é por isso mesmo que na Umbanda, o trato com esses seres é feito através daqueles que realmente sabem e podem, com segurança, determinar junto a eles as diretrizes desse ou daquele trabalho.  Não é que seja tão difícil entrar em contato com eles, o problema está, principalmente, na tendência dos humanos quererem fazer desses seres os seus "geninhos particulares", pensando que são mais inteligentes e podem comprá-los com as oferendas que colocam em certos lugares sem se preocuparem com mais nada. Em casos assim eles podem transformar-se em obsessores difíceis de serem afastados.

Que fique bem claro que os Elementais são amplamente utilizados em trabalhos de magia tanto positiva quanto negativamente por entidades astrais. Quando uma entidade pede uma oferenda para a realização deste ou daquele trabalho, pode estar certo de que a menos que ela seja um "quiumba", um espírito elementar em evolução, estará solicitando a mesma para que possa atrair e comandar certos elementais que têm ação direta sobre o tipo de trabalho a ser executado. Que fique bem claro que Entidade espiritual que já passou por um processo evolutivo não precisa comer nem beber, muito menos de sangue de animais sacrificados, já os Elementais e certos Espíritos Elementares (quiumbas e certos obsessores) sim, pois pertencem a um nível astral quase que igual ao nosso e na verdade o que fazem é absorver a energia que emana desses elementos a eles oferecidos e não da matéria propriamente dita.

Quanto às oferendas utilizadas na Umbanda são oferecidas exatamente na intenção de liberarem ou como forma de canalizarem certas energias, que por sua vez serão absorvidas e usadas para a realização do trabalho proposto.

Quanto aos sacrifícios de animais, sabemos que é muito utilizado nos rituais de "troca de cabeça", como são conhecidos nos dias de hoje, esse tipo de ritual era utilizado por civilizações tão antigas que já foram até extintas; e em muitos casos até com o sacrifício de vida humana para que as "divindades", em troca, lhes proporcionassem bens nas mais variadas situações de vida. Hoje em resumo, esse ritual é utilizado para tirar de alguém certo mal, através da transferência da atuação que essa pessoa esteja sofrendo, para um animal de duas ou quatro patas que, segundo a regra, deve ser sacrificado a seguir para que sua energia vital possa ser absorvida pelos elementais ou obsessores, nesse caso verdadeiros vampiros, que atuavam no ser humano. Esse é um tipo de ritual perigosíssimo por colocar o médium e consulente em contato direto com as formas elementais do mais baixo grau.

Sabemos que essas oferendas podem ser representativas ou “votivas”2. Nós umbandistas não somos contra as oferendas, mas sim com o tipo e o excesso delas. Pois existem médiuns e assistentes dentro da Umbanda que acreditam piamente que só através de oferendas é que conseguirão os seus objetivos e fazem isto com tanto freqüência e fé que acabam “viciando” nesta prática a si mesmo e a entidade ou entidades oferendadas. Deveriam saber que com uma simples oração, conseguiriam seu intento, mas não o consegue por não estar habituado a fazer as coisas de maneira simples e espiritualizada, ou seja, precisa da matéria, de uma muleta psíquica para canalizar sua fé.

É claro que em determinados momentos elas são necessárias, mas não devem fazer parte do dia-a-dia do médium ou do consulente. Devem ser orientadas, explicadas e justificadas. Antes de mais nada, um verdadeiro umbandista deve sempre se preocupar em não poluir os reinos da natureza, considerar sempre a lógica e não esquecer de que a Umbanda considera a natureza como manifestação de Deus na terra, por tanto tem o dever preservá-la.

Um grande Caboclo dirigente de um terreiro de Umbanda ao sempre se deparar com médiuns e assistência lhe perguntando sobre qual oferenda se deveria entregar no dia de determinado Orixá, resolveu então passar uma receita básica que pode ser utilizada para qualquer Orixá ou Entidade. Vamos a ela:

 

Material necessário:

·      01 pacote de amor, em pó, para que qualquer brisa possa espalhar entre as pessoas que estiverem perto ou longe de você;

·      01 pedaço (bem generoso) de fé, em estado rochoso, para que ela seja inabalável;

·      Algumas páginas de estudo doutrinário, para que você possa entender as intuições que recebe;

·      01 pacote de desejo de fazer caridade desinteressada, em retribuição, para não "desandar" a massa.

 

Modo de Preparo:

Junte tudo isto num alguidar feito com o barro da resignação e determinação e venha para o terreiro.

Coloque em frente ao Gongá e reze a seguinte prece:

 

"Pai, recebe esta humilde oferenda dada com a totalidade da minha alma e revigora o meu físico para que eu possa ser um perfeito veículo dos teus enviados. Amém."

 

Pronto! Você acabou de fazer a maior oferenda que qualquer Orixá, Guia ou Entidade pode desejar ou precisar: Você se dispôs a ser um MÉDIUM!”

 

1-       Animismo [do latim anima + ismo] – Teoria que considera a alma simultaneamente princípio de vida orgânica e psíquica. O termo Animismo foi cunhado pelo antropólogo inglês Sir Edward BI. Tylor, em 1871, na sua obra Primitive Culture (A Cultura Primitiva). Pelo termo Animismo, ele designou a manifestação religiosa na qual se atribui a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, árvores, plantas) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite) um princípio vital e pessoal, chamado de "ânima", que na visão cosmocêntrica significa energia, na antropocêntrica significa espírito e na teocêntrica alma. Consequentemente, todos esses elementos são passíveis de possuírem: sentimentos, emoções, vontades ou desejos, e até mesmo inteligência. Resumidamente, os cultos animistas alegam que: "Todas as coisas são Vivas", "Todas as coisas são Conscientes", ou "Todas as coisas têm ânima".

2-       Votivo (a): aquilo que é oferecido em cumprimento a voto, promessa.

 

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comentários
  1. Lenora disse:

    Estou muito agradecida pelo ensinamento., ajudou-me muito! Que Deus e nossos orixás continuem lhe abençoando.

  2. 9misticos disse:

    Muito bom. Recomendo a leitura e coloco à disposição,todo o material do blog http://9misticos.wordpress.com
    incluindo “Como Agradar Um Orixá”

  3. Wilson disse:

    Sem Caridade não a salvação e os animais merecem nossa Caridade.

    1)O espírito se reencarna no mundo Terra para evoluir moralmente e intelectualmente, pela pratica sincera do Bem e das Virtudes, ele tem que combater as suas imperfeições morais para poder crescer espiritualmente, esse é o nosso Dever, lutar para Evoluir.
    Temos que combater os maus pensamentos, vícios, maus desejos, maus hábitos, temos que cultivar valores morais positivos, sem isso ninguém consegue evoluir espiritualmente.
    O Mestre Kardec e o Mestre Luiz de Mattos explanam em suas Obras que o objetivo primordial do Espiritismo é a melhoria moral do ser humano.
    Perguntamos, qual melhoria moral e espiritual uma pessoa vai ter em usar charutos, cachaça, despachos e sacrificar animais inocentes???
    Existe melhoria moral e espiritual nisso???
    A nosso melhoria moral e espiritual esta na conduta reta, na pratica do Bem, do Amor, da Caridade, da Honestidade, da Fraternidade, do Respeito, da Disciplina, da elevação dos pensamentos, ser educado, ser cordial, ser trabalhador, ajudar os necessitados, amar e respeitar os animais, combater os vícios e maus pensamentos, ser humilde, dar uma palavra amiga para uma pessoa que esta em desespero, isso é EVOLUÇÃO espiritual, isso é respeito pelo ser humano.
    Ficar matando ( sacrificando) pobres animais é um grave erro, qual melhoria moral e espiritual vamos ter com isso???????

    2)Essa questão de que os espíritos desencarnados precisam de energia para se comunicar e eles vão absorver nos médiuns, é algo estranho tem cheiro de mistificação.
    Os Espiritos Superiores ou Espiritos Elevados ( espíritos de Luz ) não precisam dos encarnados, somos nós que precisamos deles, seres superiores não precisam de seres atrasados.
    Quem precisa dos encarnados são os espíritos inferiores ainda apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos, eles vão absorver os fluidos vitais ( energia anímica ) das pessoas para saciarem seus desejos inferiores, as pessoas que trabalham nesses centros de macumbas são vampirizados por espíritos ociosos e viciosos do plano astral.
    Um Espirito Superior pedindo cachaça, cigarros, charutos, despachos e sangue de animais, isso é um absurdo, não tem base moral e nem racional.
    Só devemos aceitar um ensinamento dado pelos espíritos desencarnados, quando ele for eminentemente Racional e Moral, não devemos aceitar nada passivamente.
    Os espíritos elevados não possuem necessidades matérias, eles estão moralmente depurados, eles são seres luminosos e virtuosos, seres evoluídos, sem apego a coisas matérias.

    Vejamos as palavras de Chico Xavier sobre essa questão.
    Para espíritos de luz, ou seja, espíritos superiores e puros, não existem necessidades materiais. Os espíritos que trabalham nos terreiros, em sua grande maioria, são aqueles que ainda guardam grandes necessidades das sensações terrenas e por isso usam os médiuns para absorvelas; quando não têm, fazem-no através dos despachos. São, na classificação da Doutrina Espírita, chamados de espíritos mais simples. É claro que existem aqueles outros que, mesmo tendo condição moral mais elevada,
    manifestam-se nos terreiros de Umbanda, guardando os procedimentos ali adotados.

    Chico Xavier fala, que os Espiritos de Luz não possuem necessidades matérias.
    Perguntamos, Chico Xavier é um ignorante???????????

    Quem precisa dessas coisas são espíritos inferiores e obsessores.

    Vejamos o que Ramatis fala sobre o assunto.

    PERGUNTA: – Podeis nos explicar de que modo os espíritos das trevas conseguem satisfazer os seus desejos viciosos ou renovar suas sensações carnais obsidiando os encarnados?
    RAMATÍS: – Os espíritos malfeitores, desencarnados, devido a lhes faltar o corpo físico, vivem sempre acicatados pelos desejos inferiores da matéria, os quais não podem ser saciados no mundo astral. Então procuram saciar-se de seus vícios e desregramentos buscando apoderar-se de criaturas desprotegidas, a fim de transformarem-nas em verdadeiras “pontes vivas” e assim conseguirem o meio de se fartar nos seus desejos mórbidos e desregrados. Através de processos e ciladas diabólicas, eles esgotam a vitalidade das infelizes criaturas que imprudentemente lhes caem sob o jugo satânico.
    São almas tenazes em seus objetivos torpes, que se debruçam incessantemente sobre o mundo da carne à procura de vítimas passivas e desleixadas, nas quais se apóiam para realizar os seus intentos malfazejos e usufruírem a volúpia das paixões pervertidas. A energia do mundo astral é vigoroso multiplicador da freqüência vibratória do perispírito liberto da carne; por isso, enquanto as almas elevadas centuplicam suas emoções dignas e mais se elevam aos planos angélicos, os espíritos inferiores sentem os seus desejos torpes ainda mais superexcitados pois, devido à lei vibratória de que os “semelhantes atraem os semelhantes”, suas paixões também recrudescem em contato com as energias sensuais detestáveis.
    Sentindo-se exacerbados em suas emoções degradantes, e impotentes para usufruírem as sensações que lhes eram os únicos prazeres na carne, os espíritos desregrados vêem-se obrigados a sintonizar o seu perispírito com o perispírito dos encarnados que porventura vibrem docilmente às suas sugestões e desejos viciosos. Através dessa simbiose subversiva, conseguem captar as sensações pervertidas dos encarnados, e então os corpos carnais dos terrícolas se transformam em condensadores vivos, que atendem à consumação dos desejos dos obsessores.
    Os pilotos das grandes aeronaves sabem que a harmonia do seu vôo depende fundamentalmente da sincronização de todos os motores num só diapasão de velocidade; sob a mesma lei, duas locomotivas que operem conjugadas, em exaustiva subida, também hão de lograr sucesso tanto quanto seja a perfeição do ajuste sincrônico das forças empregadas por ambas. Essa lei de correspondência vibratória e equilíbrio energético ainda age com mais sutilidade nas relações entre o mundo astral e o físico, facilitando que os espíritos viciados se conjuguem sincronicamente aos perispíritos dos encarnados, a fim de praticarem suas torpezas e saciarem seus apetites inferiores.
    PERGUNTA: – Qual a significação mais exata dessa denominação de “repastos vivos” que já tendes dado por vezes àqueles que são vítimas dos espíritos maldosos do astral inferior?
    RAMATÍS: – Desde que a idéia de “repasto vivo” lembra refeição, é indubitável que estamos nos referindo às tristes condições de muitos encarnados que imprudentemente se transformam em verdadeiras refeições vivas para os desencarnados insaciáveis de sensações devassas e que, além de lhes exaurirem todas as energias vitais, enfraquecem-lhes a vontade e os tornam cada vez mais viciados aos desejos torpes do Além. Aqueles que não se decidem a modificar sua conduta desregrada na vida humana não tardam em se transformar na abjeta condição de prolongamentos vivos da mórbida vontade dos espíritos pervertidos. Depois de perderem o controle de si mesmos e apresentarem estranhas enfermidades que provocam diagnósticos sentenciosos da medicina terrena, passam a viver excitados e aflitos, incessantemente acionados pelos seus “donos” do Além, que chegam a evitar-lhes qualquer aproximação amiga ou ensejo redentor.
    É de regra e técnica muito comum, entre os obsessores sabidos, do astral, cercarem os seus “repastos vivos” de cuidados especiais a fim de que se afastem de pessoas, ambientes, leituras, doutrinas, palestras ou filmes educativos que possam lhes despertar a consciência adormecida na hipnose maquiavélica e mostrar-lhes a sua escravidão ao vício. O processo sutilíssimo, que os espíritos das sombras desenvolvem felinamente em torno de suas vítimas, é muito difícil de ser percebido por aqueles que lhes caíram nas malhas sedutoras.
    PERGUNTA: – Poderíeis nos esclarecer melhor, a esse respeito?
    RAMATÍS: – No estado em que se encontra atualmente a civilização terrena, ainda são raras as criaturas que não possuem qualquer válvula capaz de abrir-lhes a intimidade do espírito à infiltração dos malfeitores do astral inferior. Variam as debilidades humanas de conformidade com as criaturas e suas realizações; os homens Íntegros em seus negócios e labores cotidianos podem ser vulneráveis à cólera ou à irritação; aqueles que são pacíficos e acomodados podem se desgastar pelo ciúme, sofrerem pelo amor-próprio ferido ou se intoxicarem pelas ingratidões;alguns, quando frustrados nos, seus ideais ou vítimas das discussões domésticas ou das decepções amorosas, buscam no álcool a sua compensação doentia, enquanto outros, radiantes de júbilo pela vida fácil, vivem corroídos pelo remorso da fortuna desonesta. Mesmo as criaturas mais sensatas e mais justas muitas vezes só podem ajustar as suas idéias e acalmar seus nervos ou impaciência devorando dezenas de cigarros e formulando assim inconsciente convite a algum outro viciado sem corpo, do Além.
    Não podemos enumerar toda a série de contradições, vícios, frustrações, defeitos ou emoções descontroladas que podem servir de motivos básicos ou de válvulas emotivas que auxiliam o êxito das operações obsessoras empreendidas pelos espíritos das trevas, graças à invigilância dos encarnados.
    Os desencarnados que ardem em desejos pelo álcool não perdem o seu tempo, operando sobre o encarnado que é abstêmio alcoólico, por saberem que perderão os seus esforços e não conseguirão levá-lo ao alcoolismo. Preferem, pois, encontrar criaturas afeitas ao álcool ou já debilitadas por outras paixões perigosas, a fim de levá-las ao desregramento por caminhos indiretos. Da mesma forma procedem os espíritos que eram fumantes inveterados e que se alucinam no Espaço pela falta do cigarro.
    A Vida Além da Sepultura – Editora do Conhecimento
    Para resumir, os encarnados viciados na bebida e no fumo são prolongamentos vivos para os espíritos inferiores.
    A Umbanda Branca e Sagrada também repele essas coisas, existe muitos umbandistas que são pessoas corretas, honestas, inteligentes, caridosas, e se afastam dessas praticas viciosas.
    As minhas colocações são para analisar idéias, princípios e praticas, eu não estou criticando pessoas.

    3) Vejamos o grave alerta de Ramatis.
    Em verdade, o principal objetivo de “Magia de Redenção” é advertir aos terrícolas, quanto à sua tremenda responsabilidade espiritual pelo derrame de sangue de animais e aves através de matadouros, frigoríficos, charqueadas e açougues, cuja barbárie “civilizada” gera cruciante carma humano e torna-se a principal fonte de infelicidade terrena. Enquanto sangue do irmão menor verter tão cruelmente na face da terra, os espíritos desencarnados também terão farto fornecimento de “tônus vital” para a prática nefanda do vampirismo, obsessão e feitiçaria. Sob a justiça implacável da Lei do Carma, a quantidade de sangue vertida pelos animais e aves, resulta, pela ação reflexa, em igual quantidade de sangue humano jorrado fratricidamente nos morticínios das guerras e guerrilhas! Cada matadouro construído no mundo proporciona a encarnação de um “Hitler” ou “Átila”, verdadeiros flagelos, semeadores de sofrimento da humanidade, como executores inconscientes da lei cármica, – a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória! Jamais a guerra será eliminada da face da terra, enquanto explorardes a “indústria da morte” mediante esses abomináveis matadouros e frigoríficos de aves e animais, pois estes, como os homens, são filhos do mesmo Deus e criados para a mesma felicidade. A Divindade não seria tão estuta e injusta, permitindo que o homem dito racional seja feliz enquanto massacrar o irmão menor, indefeso e serviçal, pois ele também sente!
    Ademais, os espíritos diabólicos que obsidiam, vampirizam e enfeitiçam, são os irmãos desencarnados ainda escravos da ignomínia do carnivorismo, tal qual fazeis atualmente. Em verdade, é bem diminuta a diferença entre os vampiros desencarnados, que se satisfazem com o sangue cru, e os vampiros encarnados, que preferem come-lo ou bate-lo até transforma-lo em chouriço de rótulo dourado! Infeliz humanidade terrena, ainda escrava de um círculo vicioso, em que os “vivos” dotados de razão trucidam os “vivos” irracionais para beber-lhes o sangue e devorar-lhes as carnes; e então, depois, enfrentam o cruciante sofrimento de verem os filhos ou parentes para o massacre organizado dos campos de batalhas! Estadistas, filósofos, psicólogos, sacerdotes, lideres espiritualistas e governos tem gasto toneladas de papel e rios de tinta em congressos, campanhas, empreendimentos e confraternizações para implantarem a paz do mundo e festejando tais congraçamentos com banquetes de vísceras sangrentas de aves e de animais, cujo sangue vertido é exatamente a causa da infelicidade das guerras! A Divindade jamais poderia rebaixar o seu espírito de justiça e de amor por todos os seres, concedendo a paz e a ventura ao homem racional, que firma a sua existência sobre os escombros sangrentos do irmão menor!
    Convertem-se os terrícolas em escravos do mundo oculto ao servir de “repastos vivos” dos espíritos tenebrosos, vinculados às paixões mais aviltantes! Por isso, o enfeitiçamento e a obsessão alastram-se no vosso mundo, nutridos pelo sangue derramado das aves, dos animais e dos próprios homens massacrados carmicamente nas guerras abomináveis! Jorra o sangue nos pisos dos matadouros e aviários modernos sob os gemidos cruciantes dos animais e aves indefesos; mas jorrará também o sangue humano nas ruas, praças, lares e campos floridos sob a lei de causa e efeito do Carma!
    Ramatis.
    Ramatis explica muito bem essa questão de matar ou sacrificar pobres animais, isso vai gerar o Karma das guerras, os animais são nossos irmãos menores na escala evolutiva.
    Ramatis explica: Em verdade, o principal objetivo de “Magia de Redenção” é advertir aos terrícolas, quanto à sua tremenda responsabilidade espiritual pelo derrame de sangue de animais e aves através de matadouros, frigoríficos, charqueadas e açougues, cuja barbárie “civilizada” gera cruciante carma humano e torna-se a principal fonte de infelicidade terrena.
    Uma outra questão importante.
    Os espíritos de Luz ou espíritos elevados não precisam de coisas matérias, eles estão com seus pensamentos e sentimentos moralmente depurados, portanto, quem pede essas coisas matérias como, charutos, cigarros, velas, cachaça, despachos, sacrifícios de inocentes animais, são espíritos desencarnados ainda apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos, espíritos moralmente atrasados e muitos desses espíritos podem ser maldosos e obsessores, cuidado!
    Vejamos as palavras de Chico Xavier sobre essa questão.
    Para espíritos de luz, ou seja, espíritos superiores e puros, não existem necessidades materiais. Os espíritos que trabalham nos terreiros, em sua grande maioria, são aqueles que ainda guardam grandes necessidades das sensações terrenas e por isso usam os médiuns para absorvelas; quando não têm, fazem-no através dos despachos. São, na classificação da Doutrina Espírita, chamados de espíritos mais simples. É claro que existem aqueles outros que, mesmo tendo condição moral mais elevada,
    manifestam-se nos terreiros de Umbanda, guardando os procedimentos ali adotados.

    Chico Xavier fala, que os Espiritos de Luz não possuem necessidades matérias.
    Os espíritos elevados e os bons espíritos jamais vão pedir coisas matérias como, charutos, cachaça, despachos e sacrifícios de pobres animais, somente espíritos apegados a matéria é que pede tais absurdos.
    Os animais merecem o nosso respeito.
    Para atrair a assistência luminosa dos espíritos elevados temos que criar condições morais positivas, cultivar pensamentos elevados e nobres, cultivar a prece sincera, cultivar o amor e a caridade, cultivar a honestidade, cultivar a humildade, cultivar o respeito pelos animais, temos que combater as nossas imperfeições morais, combater os vícios, combater os maus desejos e maus hábitos, dessa forma a pessoa entra em sintonia com os Espiritos Superiores e passa a ter as orientações desses espíritos luminosos.
    O Bem vai atrair o Bem.
    A Virtude vai atrair a virtude.
    O mal vai atrair o mal.
    O vicio vai atrair o vicio.
    Tudo é uma questão de sintonia ou afinidade moral.
    Nesses ambientes que predomina o uso de charutos, cigarros, cachaça, despachos e sacrifícios de pobres animais, o campo vibratório é baixo e denso, as pessoas que estão nesses ambientes só tratam de assuntos matérias vulgares, assuntos sem elevação moral, assuntos como volta da pessoa amada, melhoria nos negócios, ter um bom emprego, ganhar dinheiro, sorte com as mulheres e os trabalhos para prejudicar os desafetos.
    Tais assuntos vão atrair pela sintonia vibratória dos pensamentos os espíritos desencarnados que estão apegados a matéria, espíritos moralmente atrasados e muitos desses espíritos podem ser maldosos, maliciosos, astutos, debochados, embusteiros e obsessores.
    Os espíritos elevados só tratam de assuntos nobres e importantes para nossa melhoria Moral e espiritual, eles pregam o Amor, a caridade, a honestidade, a educação, a disciplina, a elevação dos pensamentos, o respeito pelos animais, o desinteresse, os espíritos elevados são virtuosos em seus ensinamentos.
    Os espíritos elevados pregam as Virtudes e a elevação Moral.

    4) Como reconhecer a elevação dos espiritos desencarnados???

    Vamos conhecer a elevação dos espiritos pela sua Linguagem e pelos seus ensinamentos.

    Vejamos as palavras do Mestre Allan Kardec.

    a)Julgamos os Espíritos, já o dissemos, pela linguagem, como julgamos os homens. Suponhamos que um homem receba vinte cartas de pessoas que não conhece. Pelo estilo, pelas idéias, por numerosos indícios julgará quais são as instruídas e quais as ignorantes, educadas ou sem educação, profundas, frívolas, orgulhosas, sérias, levianas, sentimentais etc. Acontece o mesmo com os Espíritos. Devem considerá-los como correspondentes que nunca vimos e perguntar o que pensaríamos da cultura e do caráter de um homem que dissesse ou escrevesse aquelas coisas. Podemos tomar como regra invariável e sem exceção que a linguagem dos Espíritos corresponde sempre ao seu grau de elevação.
    Os Espíritos realmente superiores não se limitam apenas a dizer boas coisas, mas as dizem em termos que excluem absolutamente qualquer trivialidade. Por melhores que sejam essas coisas, se forem manchadas por única expressão de baixeza temos um sinal indubitável de inferioridade. E com mais forte razão se o conjunto da comunicação ferir as conveniências por sua grosseria. A linguagem revela sempre a sua origem, seja pelo pensamento ou pela forma. Assim, mesmo que um Espírito quisesse enganar-nos com a sua pretensa superioridade, bastaria conversamos algum tempo com ele para o julgarmos.
    A bondade e a afabilidade são também atributos essenciais dos Espíritos depurados. Eles não alimentam ódio nem para com os homens nem para com os demais Espíritos. Lamentam as fraquezas e criticam os erros, mas sempre com moderação, sem amarguras nem animosidades. Se admitirmos que os Espíritos verdadeiramente bons só podem querer o bem e dizer boas coisas, concluiremos que tudo o que, na linguagem dos Espíritos, denote falta de bondade e afabilidade não pode provir de um Espírito bom.

    b)Admitido que os Espíritos bons só podem dizer e fazer o bem, tudo o que é mau não pode provir de um Espírito bom.
    A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna, elevada, nobre, sem qualquer mistura de trivialidade. Eles dizem tudo com simplicidade e modéstia, nunca se vangloriam, não fazem jamais exibição do seu saber nem de sua posição entre os demais. A linguagem dos Espíritos inferiores ou vulgares é sempre algum reflexo das paixões humanas. Toda expressão que revele baixeza, auto-suficiência, arrogância, fanfarronice, mordacidade é sinal característico de inferioridade. E de mistificação, se o Espírito se apresenta com um nome respeitável e venerado.
    Não devemos julgar os Espíritos pelo aspecto formal e a correção do seu estilo, mas sondar-lhes o íntimo, analisar suas palavras, pesá-las friamente, maduramente e sem prevenção. Toda falta de lógica, de razão e de prudência não pode deixar dúvida quanto à sua origem, qualquer que seja o nome de que o Espírito se enfeite.

    c) Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. A linguagem dos Espíritos superiores é constantemente digna, nobre, repleta da mais alta moralidade, livre de toda paixão inferior; seus conselhos exaltam a sabedoria mais pura e sempre têm por objetivo nosso aperfeiçoamento e o bem da humanidade. A linguagem dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, muitas vezes banal e até mesmo grosseira; se por vezes dizem coisas boas e verdadeiras, dizem na maioria das vezes coisas falsas e absurdas por malícia ou por ignorância. Zombam da credulidade e se divertem à custa daqueles que os interrogam ao incentivar a vaidade, alimentando seus desejos com falsas esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, no verdadeiro sentido da palavra, apenas acontecem nos centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos, visando ao bem.

    É meus amigos devemos estudar as obras do Mestre Kardec.
    Vamos reconhecer a elevação dos espíritos desencarnados pela sua Linguagem e pelos seus ensinamentos.
    Os Espíritos de Luz ou Espíritos Elevados possuem sempre uma Linguagem moralmente limpa e elevada.
    Os Espíritos Elevados possuem uma Linguagem pura, digna, nobre, lógica, isenta de vulgaridades e expressões grosseiras, sua Linguagem é sempre Moralizadora incentivando as pessoas a seguirem o Caminho do Bem e das Virtudes.
    Os espíritos inferiores possuem uma Linguagem moralmente pesada e grosseira, sua linguagem reflete as paixões e vícios humanos, como, o ódio, a revolta, o rancor, o medo, o fanatismo, desejos de vingança, apego aos vícios de beber e fumar e outros vícios como a gula, o jogo e as drogas, esses espíritos inferiores estão na atmosfera terrena tentando viver entre os encarnados.
    Os encarnados que possuem maus pensamentos, maus desejos, vícios, e tem uma vontade fraca, são os mais visados por esses espíritos inferiores e obsessores da atmosfera terrena, eles procuram intuir ou inspirar maus pensamentos e vícios na mente das pessoas.
    Para afastar esses maus espíritos, temos que cultivar uma vida terrena digna, correta, honesta, com pensamentos elevados e positivos e procurar sempre combater os maus pensamentos, os maus desejos, os vícios.
    A nossa Conduta Moral tem que ser Reta no Cristo.
    Dessa forma os maus espíritos não conseguem se sintonizar com a nossa mente estamos vibrando em outra faixa, a proteção espiritual quem faz é a própria pessoa, conforme a sua forma de pensar, sentir e agir.
    Tudo depende dos nossos pensamentos, sentimentos e atitudes.

    5) Uma outra questão muito importante.
    Toda comunicação dada pelos espiritos desencarnados, tem que passar pelo crivo severo da Razão e da Lógica para poder ser aceito.
    Qualquer ofensa a Razão, a lógica e a moral elevada, deve ser rigorosamente rejeitado, seja qual for o nome dado pelo espírito comunicante.
    Existe muitos espiritos embusteiros, mentirosos, hipócritas e mistificadores no mundo espiritual, devemos tomar muito cuidado.

    Wilson Moreno discípulo de Allan Kardec.

    • Andre Azevedo disse:

      Só nåo concordo que é fácil distinguir um espirito superior de um inferior. Porque existem espíritos de pouca luz com uma inteligência muito superior a sua. Estes criam doutrinas mentirosas para iludir os homens e os desviarem da verdade. Os espíritas pecam pela vaidade. Vocês nåo deveriam estar falando com mortos, porque é perigoso. Deveriam escutar apenas os ensinamentos de Cristo e nåo colocar a carroça na frente dos bois.

  4. Angelo disse:

    Os elementares são Orixás?

    • Não Angelo.. elementares são espíritos q manipulam as energias primárias dos elementos da natureza.. os Orixás são as energias. As entidades que se manifestação nos terreiros, são espíritos mais evoluídos que tmb dominam os elementos e os elementares e se identificam (na Umbanda) pelo no me dessas energias (Orixás)

  5. Andre Azevedo disse:

    Os espíitas, e eu já fui um deles, falam com mortos e se esquecem dos perigos que esta prática oferece. Este negócio de dizer que é fácil identificar um espírito inferior, nåo é verdade. Existem espíritos inferiores com uma inteligência muito maior do que a nossa. Estes ganham a simpatia e inventam teorias e ideologias para confundir a humanidade. É muito melhor seguir os ensinamentos de cristo e nåo querer saber as coisas antes da hora.

  6. Carla Cristina Ferreira do's santos disse:

    Ola meu Nome é Carla Cristina Tudo bem? Eu gostaria de saber porque Eu sinto arrepios é formigamentos pelo o corpo, gostaria muito de conhecer melhor a umbanda, é poder trabalhar a Minha espiritualidade.hoje Dia é muito dificil poder confiar em Uma Casa de um terreiro. Tenho muuta preocupaçao de Fazer algo erredo é gostaria poder ajudar é set um veiculo de amor é paz para nosso Mundo.como faço é o que faço?

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