NOVO CÓDIGO DA UMBANDA

Publicado: 07/02/2009 em UMBANDA - Diversos

 

Escrito por Alex de Oxóssi.

 

Art. 1º – O presente código estabelece normas de condutas aos Umbandistas.

 

Art. 2º – Umbandista é todo aquele que seja por que caminho for, foi conduzido ao seio da Religião e lá permanece.

 

Parágrafo Único –  Equipara-se à Umbanda, a coletividade de pessoas que de alguma maneira mantém vinculo com a Casa.

 

Art. 3º –  Tratar-se-ão como Irmãos todos os Umbandistas.

 

Art. 4º – O primeiro Fundamento da Umbanda é a CARIDADE.

 

§ 1º – Caridade é um sentimento ou uma ação altruísta de ajudar o próximo sem buscar qualquer tipo de recompensa.

§ 2º – Caridade é Amor ao próximo; bondade; benevolência; compaixão; Caridade não tem custo.

 

Art. 5º – O segundo Fundamento da Umbanda é  o AMOR.

 

§ 1º – AMOR que pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação.

§ 2º – AMOR é tão divino que o ser encarnado tem dificuldade até na compreensão deste sentimento, é o caminhar na vida levando compaixão, compreensão, perdão, tolerância, desapego,  é não ficar preso a palavras, gestos, fatos, eventos, situações emocionais; é relevar com compaixão as mágoas, as injustiças, as decepções vividas no nosso cotidiano, é compreender que tudo isto é muito pequeno comparado com a grandeza do espírito , com a grandeza da vida.

§ 3º – AMOR é caminharmos fazendo a nossa parte, amando ao próximo como a nós mesmos, entregando ao CRIADOR, à vida, todas as situações conflitantes, dolorosas, que momentaneamente possamos estar incapacitados para darmos a melhor solução, a resposta mais adequada.

§ 4º – AMOR é a certeza de que tudo na Terra é ilusório, passageiro, transitório, é só uma pequena viagem.

 

Art. 6º – O terceiro Fundamento da Umbanda é a TOLERÂNCIA.

 

Art. 7º – O quarto Fundamento da Umbanda é  a HUMILDADE.

 

§ 1º – Humildade vem do Latim humus que significa "filhos da terra". Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

§ 2º – Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde, quem se vangloria da sua mostra simplesmente que lhe falta.

 

Art. 9º – O sexto Fundamento da Umbanda é a DISCIPLINA.

 

Art. 10º – O sétimo Fundamento da Umbanda é a sua PLURALIDADE.

 

Art. 11º –  Na Umbanda só existe um CRIADOR. Porem, com diversos nomes, tipos, denominações; que deverão ser aceitos respeitando-se o sétimo Fundamento (Art. 10º).

 

Art. 12º – Na Umbanda cultuaremos os Orixás. Porém com diversos nomes, tipos, denominações; que deverão ser aceitos respeitando-se o sétimo Fundamento (Art. 10º).

 

Art. 13º – A Umbanda é plural e livre, humilde desde sua anunciação, assim devendo ser praticada.

 

Art. 14º – Nenhuma corrente de pensamento será discriminada dentro da Umbanda, todas serão respeitadas e estudadas, cabendo aos Umbandistas escolherem qual o caminho que desejam seguir, sem que isso implique em discriminação, menosprezo, e muito menos ainda, seja motivo de discórdia, perseguição e embates.

 

Parágrafo Único – Aqueles que desrespeitarem este Artigo serão julgados apenas e tão somente por suas consciências.

 

Art. 15º – A nenhuma pessoa encarnada será dado o titulo de Mestre  na Umbanda.

 

Art. 16º – Todos os Umbandistas são iguais perante o CRIADOR, tendo, porém cargos dentro das Casas, onde serão respeitados pela sua experiência e conhecimentos.

 

Art. 17º –  Não haverá cobrança de nenhuma espécie pelos Trabalhos realizados.

 

Art. 18º – Não haverá discriminação, intolerância, de nenhuma espécie em relação às pessoas que buscam auxílios, a demais irmãos de outras Religiões.

 

Art. 19º –  Não haverá discriminação em relação às Entidades que se apresentam para trabalhar.

 

Art. 20º – É obrigação do Umbandista procurar aprender sempre as coisas da Religião, através dos ensinamentos das Entidades pela Casa que freqüenta e dos estudos direcionados por essas Entidades e ou pelos Dirigentes das referidas Casas.

 

Art. 21º – A nenhum Umbandista é dado o direito de julgar as outras Casas ou Religiões.

 

Art. 22º – Ao Dirigente de cada Casa é dada a responsabilidade  sobre o desenvolvimento, preparação e ensinamentos aos novos Umbandistas, que passam a ser seus Filhos e Filhas, assim como também é de sua responsabilidade as conseqüências deste desenvolvimento, preparação e ensinamentos.

 

Parágrafo Único – A consciência é o guia e o juiz do Umbandista, devendo ser sempre utilizada.

 

Art. 24º – Este Código entra em vigor na data de sua aceitação.

 

Art. 25º – Além de não revogar as disposições em contrário, obriga-se o uso do LIVRE ARBÍTRIO.

   

Aruanda, 15 de novembro de 2008.

 

 Um espírito irmão e amigo,

 Sarava  Aruanda!

 Sarava Umbanda!

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