VI – OS CHAKRAS

Publicado: 25/02/2012 em Estudo 3 - UMBANDA - O Mundo que nos cerca

Chacras 1 Os Chakras são, segundo a filosofia iogue, canais dentro do corpo etérico (nadis) por onde circula a energia vital (prana) que nutre órgãos e sistemas. Existem várias rotas diferentes e independentes por onde circula esta energia. Os chakras são os pontos onde essas rotas energéticas estão mais próximos da superfície do corpo. Localizam-se no duplo etérico e são responsáveis pela recepção e distribuição das energias mentais, astrais e etéreas de acordo com a necessidade do ser.

Imagine que os chacras são uma lâmpada com uma tomada do lado. Eles tanto indicam a quantidade de energia naquele sistema específico como podem ser usados para recarregar a energia do mesmo sistema. Existem muitos canais e uma grande divergência quanto ao número exato, algumas linhas afirmam existir 32, outras 114 e ainda 88.000, sendo uma concordância entre todos que os principais são sete.

A palavra chakra vem do sânscrito e significa "roda", "disco", "centro" ou "plexo", desta forma eles são percebidos por videntes como vórtices, redemoinhos, de energia vital, espirais girando em alta velocidade vibrando em pontos vitais de nosso corpo.

Os chakras são pontos de interseção entre vários planos e através deles nosso corpo etérico se manifesta mais intensamente no corpo físico. Os Vedas (5.000 a.C.) contêm os mais antigos registros sobre chakras de que se tem notícia. Quando foram escritos, o Yoga já sistematizava o conhecimento e o trabalho energético dos chakras.

Os sete principais chakras estão dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça e cada um corresponde à uma das sete principais glândulas do corpo humano. Cada um destes chakras está em estreita correspondência com certas funções físicas, mentais, vitais ou espirituais. Num corpo saudável, todos esses vórtices giram a uma grande velocidade, permitindo que a "prana" (energia vital), flua para cima por intermédio do sistema endócrino. Mas se um desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo de energia fica inibido ou bloqueado e disso resulta o envelhecimento ou a doença.

Os chakras são conectados entre si por uma espécie de tubo etérico (Nadi) principal chamado "Sushumna", ao longo do eixo central do corpo humano, por onde dois outros canais alternados "Ida" que sai da base da espinha dorsal à esquerda de Sushumna e "Pingala" à direita (na mulher, estas posições são invertidas).

Os Nadis conduzem e regulam o "Prana" (energias yin e yang) em espirais concêntricas. Estes Nadis são os principais, entre milhares, que percorrem todo o corpo em todas as direções, linhas meridianais e pontos. Para os hindús os Nadis são sagrados, é por meio da "Sushumna" que o yogi deixa o seu corpo físico, entra em contato com os planos superiores e traz para o seu cérebro físico a memória de suas experiências.

Nosso corpo físico tem uma ligação sutil com o mundo astral. É através do desequilíbrio desta energia vital que as pessoas adoecem e acabam obstruindo esta ligação com o Divino. Daí, a relação entre as doenças e as crises emocionais. É muito comum ver pessoas que acabam somatizando e transformando energias negativas, depressão, raiva, solidão, em doenças físicas, como cânceres e outras mais graves. Nosso corpo físico tem pontos, que quando ativados, fazem fluir a energia vital, nos trazendo alegria e, principalmente, saúde. É através dos nadis (meridianos), caminhos invisíveis dentro do nosso organismo, que a energia vital caminha por todo o nosso corpo e chega aos chacras, em pontos que concentram vibrações mais específicas. Vejamos os swte principais Chakras:

Chacra Básico 1) Chacra Básico ou Raíz – Seu nome em sânscrito é MULADHARA”. È localizado na base da espinha vertebral, tem quatro pétalas e é visualizado na cor vermelha. É responsável pela vitalidade e pela manutenção dos aspectos sólidos do corpo, relaciona-se com o poder criador da energia sexual. Quando esse chacra está enfraquecido indica distúrbios da sexualidade ou disfunções endócrinas. Quando excessivamente energizado, indica excesso de hormônios, sexualidade exacerbada ou até mesmo a presença de um tumor no local.

O chakra básico esta relacionado com as glândulas supra-renais, cujos hormônios são parte essencial de manutenção da vida no corpo. Os gônadas, os testículos no homem e os ovários na mulher, são a ligação glandular para o chakra raiz. A glândula pituitária às vezes é chamada de "glândula mestra", ela poderia ser considerada como a regente de uma orquestra glandular, pois ao seu "comando", os hormônios são secretados dos testículos e dos ovários. Aqui, há uma relação óbvia com a fertilidade e com o desempenho, com os impulsos e com os instintos sexuais. A secreção das gônadas assegura que os processos naturais, tais como a puberdade, ocorram normalmente, no momento apropriado, e quando há disfunção nesses aspectos, o trabalho específico com o chakra raiz ajudará uma vez mais no processo de cura. É desaconselhável a ativação intempestiva do chacka básico, por presidir as funções genésicas mais primárias e estar ligado às forças telúricas geradas pelo magnetismo do Planeta.

Chacra Esplênico 2) Chacra Esplênico – Seu nome em sânscrito é SWADHISTANA”. É localizado na região correspondente ao baço físico e está intimamente relacionado à circulação sangüínea, tem seis pétalas e é visualizado na cor laranja. É responsável pela energização geral do organismo, e por ele penetram as energias cósmicas mais sutis, que a seguir são distribuídas pelo corpo. Quando esse chacra é estimulado, propicia uma boa captação energética. Disfunções nesse chakra podem gerar anemias e até mesmo a leucemia. É também responsável pela vitalização do duplo etérico, enquanto o chakra básico está mais relacionado ao corpo físico. O chakra esplênico conserva energias particularmente essenciais para a vida.

Ele se liga diretamente ao chakra da garganta, que é o centro da expressão. Quando o fluxo entre esses dois centros é insuficiente, é difícil desempenhar um papel gratificante na vida; entretanto em virtude da sua vitalidade, o chakra esplênico apresenta um grande potencial de cura, tanto para si mesmo como para o ser como um todo. A pessoa que consegue o desenvolvimento positivo desse chakra torna-se um excelente terapeuta produzindo curas extraordinárias.

Algumas obras os denominam como “Sacro”, pois está intimamente relacionado aos fenômenos mediúnicos. É também um grande captador do prana rosa – prana da vitalidade. Pessoas desvitalizadas têm comprometido esse chakra, sendo necessária sua harmonização. Em casos de obsessão do tipo vampirismo, esse é o chakra mais afetado.

Se energizado de forma espontânea e descontrolada poderá ensejar incorporações indesejadas, de maneira bastante incômoda, diz-se então que o chackra está aberto. Nesses casos, é necessário reduzir sua atividade ao nível normal: fecha-se o vórtice e reduz-se a freqüência vibratória por meio de passes.

Chacra Umbilical 3) Chacra do Plexo Solar ou Umbilical – Seu nome em sânscrito é MANIPURA”. É localizado no região do umbigo, tem dez pétalas e é visualizado na cor amarela. Ligado ao sistema digestivo à assimilação dos alimentos e dos nutrientes e ao metabolismo. A assimilação deve ser compreendida num sentido mais amplo que inclui a assimilação mental e psicológica do conhecimento e da experiência. Trata-se do centro da vontade ou do ego inferior.

É também ligado ao elemento fogo, a visão e as energias psíquicas. Sendo assim, a pessoa que tem esse plexo desenvolvido terá maior sensibilidade para perceber as intenções dos outros, sejam boas ou ruins.

O chakra umbilical relaciona-se com o corpo astral, de estrutura bem mais sutil que o duplo etérico e ligado essencialmente às emoções, quando muito energizado, indica que a pessoa é voltada para as emoções e prazeres imediatos, o indivíduo tende a ficar preso numa rotina inapropriada e a ser incapaz de perceber o modo pelo qual poderá realizar a mudança criativa em sua vida. Quando fraco sugere carência energética, baixo magnetismo, suscetibilidade emocional e a possibilidade de doenças crônicas.

Já o equilíbrio é o dom, isto é, servir sem esperar recompensas. E, o indivíduo que estiver com o chakra umbilical equilibrado terá alegria e paixão de viver.

Chacra Cardiaco 4) Chacra Cardíaco – Seu nome em sânscrito é ANAHATA”. É localizado na região do coração físico mais próximo do centro do peito, tem doze pétalas e é visualizado na cor amarelo-esverdedo. Relaciona-se principalmente com o ritmo e o coração. Sua energia corresponde ao amor e à devoção, como formas sutis e elevadas de emoção. Quando ativado desenvolve todo o potencial para o amor altruísta. Quando enfraquecido indica a necessidade de se libertar do egoísmo e de cultivar maior dedicação ao próximo. No aspecto físico, também pode indicar doenças cardíacas.

Pode-se dizer que ele seja o equilíbrio entre os três chakras que se localizam acima dele e os três da parte inferior do corpo. Seu elemento é o ar. Um indivíduo ligado ao quarto chakra entra numa vibração de compaixão, de desprendimento, de sabedoria e de amor incondicional. Os apegos aos prazeres terrestres, honras e humilhações, não o preocupam. Portanto, vive em harmonia com os mundos interior e exterior.

Chacra Laringio 5) Chacra Laríngeo – Seu nome em sânscrito é VISHUDDA”. É localizado na frente da garganta e está ligado à tireóide, tem dezesseis pétalas e é visualizado na cor azul-claro. Relaciona-se com a capacidade de percepção mais sutil, com o entendimento e com a voz. Quando desenvolvido, de forma geral, indica força de caráter, grande capacidade mental e discernimento. Em caso contrário, pode indicar doenças tireoidianas e fraquezas de diversas funções físicas, psíquicas ou mentais.

O chakra da garganta é um lugar de encontro e de fusão das energias que fluem descendo do chakra da coroa e das energias que sobem do chakra da raiz, ao passo que o chakra da garganta funciona como uma passagem.

O sistema dos sete chakras é subdividido em dois grupos que apresentam ação recíproca, e o chakra da garganta faz parte dos dois. Como o primeiro dos três chakras superiores, ele se relaciona com a expressão transpessoal e com o Eu superior, o espírito e a alma.

A responsabilidade deste chakra está relacionada à expressão das comunicações espirituais. A ligação com os corpos sutis é mais intensa com o corpo mental inferior que apresenta uma textura nas mesmas cores do chakra laríngeo. Quando das comunicações de mentores, os corpos mentais do médium e do espírito comunicante se encontram tornando possível o repasse da mensagem por meio de palavras. Se houver uma interação ainda maior, envolvendo os chakras cardíaco e frontal, as comunicações serão mais claras e precisas. Quando há dificuldade de comunicação do espírito incorporado, costuma-se ativar esse chackra até provocar a sintonia com a freqüência do espírito, com adequada abertura do canal de comunicação.

Chacra Frontal 6) Chacra Frontal – Seu nome em sânscrito é AJÑA”. É localizado no ponto entre as sobrancelhas, tem quarenta e oito pétalas e é visualizado na cor azul-índigo. Conhecido como "terceiro olho" na tradição hinduísta, está ligado à capacidade intuitiva e à percepção sutil. Quando bem desenvolvido, pode indicar um sensitivo de alto grau. Enfraquecido aponta para um certo primitivismo psico-mental ou, no aspecto físico, para tumoração craniana.

É ligado à glândula pituitária ou hipófise que tem função coordenadora de todas as outras glândulas endócrinas. Deste modo o chakra frontal desempenha papel importantíssimo na vigília espiritual e em toda a química do corpo. Quando bem desenvolvido possibilita a clarividência e os poderes da psicometria.

A ligação do chakra frontal é mais intensa com o corpo mental superior. Corpo da inspiração que dá origem às idéias antes de tomarem forma.

Nos fenômenos mediúnicos, é possível provocar a incorporação de qualquer espírito desencarnado (ou encarnado que esteja desdobrado do corpo físico) tocando com um dedo na área desse chackra, no médium, e ao mesmo tempo, projetando energia para sintonizá-lo com o espírito comunicante.

Chacra Coranário 7) Chacra Coronário ou da Coroa – Seu nom e em sânscrito é SAHASRARA”. É o mais importante dos chakras, situa-se no alto da cabeça e relaciona-se com o padrão energético global da pessoa, tem novessentos e sessenta pétalas e é visualizado na cor violeta, branco ou em cores variadas.

É sede da consciência, centro da união divina, conhecido como chakra da coroa, através dele recebemos a luz divina. A tradição de coroar os reis fundamenta-se no princípio da estimulação deste chakra, de modo a dinamizar a capacidade espiritual e a consciência superior do ser humano.

Os chakras são degraus energéticos, à medida que vamos subindo, chegando ao chakra da coroa, o nível de vibração aumenta. Por meio do chakra coronário, chegamos aos mais elevados níveis de meditação.

Associada ao sétimo chakra, está a glândula pineal, que tem por atividade receber as energias dos chakras e distribuí-las na função celular de todo o sistema endócrino.

Para a Doutrina Espírita os chacras, ali chamados de Centros de força, são intermediadores da energia que flui do Perispírito para o duplo etérico, sob o influxo coordenador do pensamento, podendo trazer saúde ou doença ao corpo físico, são órgãos do mencionado duplo etérico, que como descrito no livro Evolução em Dois Mundos, regulam as atividades corporais, por meio da influência que exercem sobre as glándulas, ao influxo do pensamento é maestro regente de toda esta arquitetura.

Neste sentido, a natureza boa ou má dos pensamentos traz grande influência ao funcionamento dos chacras. A sensualidade exacerbada, por exemplo, tende a causar disturbios na região do centro de força localizado na base da espinha dorsal, o que implica uma série de anomalia nas gônadas, próstata, e glândulas localizadas na região, podendo provocar, desde a infertilidade ao câncer. Eles existem apenas enquanto estamos encarnados, desfazendo-se na desencarnação, pois estão jungidos ao duplo etérico e não ao perispírito (Corpo Astral) como erroneamente se entendem em alguns centros espíritas, muitos, por não aceitarem a existência do duplo etérico, que é o elo de ligação entre o perispírito e o corpo físico, esse que se desfaz no desencarne.

São responsáveis, também, pela coordenação do processo de reencarnação durante o processo denominado de "miniaturização" em que se perde massa perispiritual graduamente até atingir-se o tamanho do feto, promovendo a estabilização energética entre o corpo físico e o perispírito. Também é através do chacra localizado no ombro que a psicografia é possível. Na obra Evolução em Dois Mundos, o espírito André Luiz narra sua evolução nos seres vivos.

Cada chacra, no corpo físico, está diretamente ligado, além de um plexo nervoso, a uma glândula específica. Os sete principais seguem o elenco apontado pela teosofia, mas dezenas de outros existem. Em alguns livros são também nominados de "centros psíquicos" e em Kardec aparecem como "poros perispiríticos". Embora claramente definidos pelas obras psicografadas desde a década de 1940, a aceitação no meio espírita ainda não é total, havendo grande resistência a este estudo, sob alegação de "influência oriental".

Nos anos 60, foi estudado pelo ex-padre e grande espírita, Carlos Torres Pastorino, na obra "A técnica da mediunidade", onde diz que cada um dos chacras está associado a determinadas emoções e sentimentos, isto explica a somatização das emoções em nossos corpos e o funcionamento de técnicas ocidentais modernas como o passe espírita.

Todos os chakras são ativados naturalmente pelo “fogo serpentino” ou eneigia vital do próprio indivíduo, por meditação bem conduzida, preces, conduta reta, pureza interior, prática de caridade, altruísmo e por todos os atos que elevem o homem espiritualmente. Também podem ser ativados através de passes magnéticos ou por energias diretamente aplicadas sobre eles, com o fim de melhorá-los, tratá-los ou curar a pessoa.

Alguns estudiosos ensinam que entre os chakras existe também um dos mais importantes

órgãos de proteção do corpo físico do homem, ainda desconhecido pela maioria das pessoas. Trata-se da “tela búdica”, que evita a ação predatória de espíritos maléficos sobre o corpo físico das criaturas. De natureza magnética, essa tela tem magnetismo extremamente compacto para o corpo astral dos espíritos, de modo a impedi-los de perpetrar danos ao organismo astral e físico das vítimas. Se, no entanto, conseguirem vencer essa barreira magnética, através de técnicas evoluídas e perseguição pertinaz, a vítima estará vencida e a morte sobrevirá facilmente, se assim quiserem seus perseguidores.

Sua reconstituição é possível a Espíritos Superiores, mas em trabalhos bem conduzidos por operadores encarnados, onde predomina a vibração do amor, permitem vibrar o núcleo dos átomos da matéria mental que liberam energia dourada, capaz de reconstituir a tela búdica.

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Comentários
  1. 9misticos disse:

    Muito bom. Recomendo a leitura de chakras em http://9misticos.wordpress.com

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